É fundamental para todas as pessoas, sejam elas investidoras ou não, ter uma reserva de emergência para se apoiar diante de problemas inesperados. Sabendo disso, preparamos um texto para acabar com todas as suas dúvidas, com o objetivo de ajudar na sua preparação para um futuro melhor e mais seguro!

Nesse post, a gente esclarece:

1 O que é reserva de emergência?
2 Onde investir a reserva de emergência?
3 Como fazer a reserva de emergência?

O que é reserva de emergência?
De uma coisa podemos ter certeza: não dá para fugir de imprevistos. Todos nós somos reféns da imprevisibilidade da vida. Se o carro da família quebra, a sua filha fica doente ou você perde o emprego… O que fazer? Não podemos prever o futuro, mas podemos estar preparados. É como dizem: melhor prevenir do que remediar.

Vamos imaginar o seguinte cenário: a renda mensal da sua família é de R$ 3.000. No último ano da graduação, seu filho perde a bolsa de estudos que tem na faculdade privada em que estuda. A mensalidade é de R$ 2.000, o que equivale a dois terços parte do orçamento doméstico.

Você não costuma guardar dinheiro, nem investir. Mas seu filho precisa se formar, afinal, essa é sua prioridade. Para não comprometer as outras despesas da casa, você recorre ao banco e pede um empréstimo. Assim, vai conseguir cobrir os custos da família até a formatura. Tudo bem, né? Não! E as dívidas bancárias?
A reserva de emergência é a melhor maneira de encarar esses momentos com segurança, sem contrair dívidas. Ela é um montante de dinheiro guardado para eventualidades, gastos inesperados. Por isso, criar esse colchão financeiro deve ser a prioridade de todo investidor.

A importância do planejamento financeiro
O brasileiro não tem o hábito de guardar dinheiro. As famílias, no geral, tendem a usar toda a sua renda mensal, muitas vezes gastando alguma sobra com objetos de consumo, para satisfação imediata. E não são poucas as famílias que se endividam para cobrir gastos corriqueiros. Um grande erro, porém muito comum, é se apoiar no uso de cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos. Não se deixe enganar por essas “ajudas financeiras”, isso pode alimentar as dívidas por muito tempo.

Faça uma planilha com os gastos que você tem todos os meses. Aí entram condomínio, telefone, luz, internet, água, alimentação, farmácia, transporte, entre muitos outros.

É importante botar no papel o quanto você ganha e gasta por mês e, principalmente, focar no objetivo de gastar menos do que ganha. O planejamento financeiro é um instrumento que nos ajudar a entender melhor os custos mensais e, então, entender o que pode ser ajustado para começar a poupar. Organizar-se não é tão difícil quanto parece, apenas requer disciplina. Depois que se tornar um hábito, você verá que o planejamento financeiro é uma ferramenta valiosa!

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Onde investir a reserva de emergência?
Quando falamos em reserva de emergência, a caderneta de poupança é a mais procurada pelos brasileiros, mas existem outras opções mais vantajosas para esse dinheiro. É possível guardar o seu dinheiro com segurança e rentabilidade.

É preciso ter em mente que, em um momento de necessidade, você vai precisar acessar essa reserva, e isso ocorre de uma hora para a outra. Assim, ao investir com esse propósito, procure por produtos conservadores, com baixo risco. Além disso, é essencial que tenham boa liquidez, ou seja, que esses investimentos possam facilmente ser transformados em dinheiro, sem que haja uma grande perda na hora do resgate.
Investir em moedas estrangeiras, como o dólar, não são uma opção aconselhável para a reserva de emergência, devido à sua volatilidade.

Investir em móveis também não. Isso porque, caso precise do dinheiro em cima da hora, terá que aceitar uma oferta mais baixa, abaixo do valor de mercado..

Lembre-se: sempre que precisar resgatar os recursos do fundo de emergência, priorize a reposição assim que possível. Mantenha sempre sua reserva ativa, torne isso um hábito saudável.

Mas, cuidado para não confundir as coisas! Como o nome já diz, é uma reserva de emergência, não um realizador de sonhos. Não é para você comprar aquele carro que você tanto sonhava. Esse dinheiro deve ser guardado para resolver problemas que surgirem no futuro, sem comprometer sua estabilidade.

Depois de formar seu colchão, você pode começar a investir com foco nos seus outros objetivos e desejos. Quer viajar? Vai se aposentar? Comprar um apartamento? O segredo é se planejar e ter disciplina.

Como fazer a reserva de emergência?
O que se aconselha é que esse colchão consiga cobrir suas despesas e manter seu padrão de vida por, no mínimo, 6 meses. E para isso, ressaltamos o quanto é importante fazer o seu planejamento financeiro.

Alguns fatores devem ser levados em consideração para fazer a reserva de emergência. Por exemplo:

Sua renda é incerta? Se você é funcionário público, sua reserva pode ser menor. Mas se você é o dono de sua empresa, é melhor que essa reserva seja maior.
Você tem muitas responsabilidades financeiras? Se tem dependentes ou mora de aluguel, sua reserva precisa ser maior. Mas se você ainda mora com os seus pais e não tem filhos, sua reserva pode ser menor.
Qual a sua empregabilidade? Se você tem facilidade de se realocar em um novo emprego em caso de demissão, sua reserva pode ser menor. Mas, caso se reposicionar no mercado seja um desafio para você, o ideal é que sua reserva seja maior.

Resumindo: quanto maior sua reserva, mais tranquilidade você terá na hora de enfrentar os imprevistos! Menos sustos e, claro, menos dívidas.