A prisão do ex-presidente Michel Temer, na quinta-feira, foi o principal destaque do noticiário.

Repercutiram também, entre outros fatos, o encontro do presidente Jair Bolsonaro com Donald Trump nos EUA, a proposta de Reforma da Previdência dos militares e a oscilação do Ibovespa, que chegou a atingir os 100 mil pontos no início da semana, mas recuou fortemente com a prisão de Temer – evento que traz incertezas às negociações do Congresso.

O juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato do Rio, ordenou a prisão de Michel Temer e mais 9 pessoas. Segundo a investigação, o Ministério Público Federal diz que o grupo de Temer recebeu mais de R$ 1,8 bilhão em propina. Entre os presos, também está o ex-ministro Moreira Franco.

Na viagem presidencial aos Estados Unidos, além do foco na identificação política entre Bolsonaro e Trump, uma das principais repercussões na imprensa foi o comunicado emitido pelos dois países em que os EUA apoiam a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), desde que o Brasil comece a perder sua condição de país emergente na Organização Mundial do Comércio (OMC) – condição que é vantajosa comercialmente.

O comunicado conjunto também fala em redução de barreiras comerciais entre Brasil e Estados Unidos, mas sem detalhar as medidas.

Uma polêmica nos EUA foi a entrevista de Bolsonaro à emissora Fox News, quando ele disse que a “maioria dos imigrantes em potencial não tem boas intenções nem quer o melhor ou fazer bem ao povo americano”. A declaração foi corrigida depois, e o presidente brasileiro se desculpou, dizendo que apenas a menor parte dos imigrantes não têm boas intenções.

No cenário interno, ganhou destaque nas manchetes a entrega da proposta de Reforma da Previdência dos militares ao Congresso, com a estimativa de economizar R$ 10,45 bilhões ao longo de 10 anos.

Levantamento do Ibope mostrou que a aprovação de Bolsonaro caiu 15 pontos desde que assumiu a Presidência da República.

Uma decisão importante no panorama mundial foi a extensão do prazo de 29 de março para o chamado Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia.

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve as taxas de juros inalteradas, indicando que não deve haver mais aumentos em 2019.

A novela da guerra comercial EUA-China continua tensa. Esta semana, autoridades americanas teriam manifestado receios de que a China dificulte as negociações comerciais para pôr fim ao imbróglio que envolve as sobretaxas de importação.

A crise venezuelana persiste e se intensifica. Esta semana, Bolsonaro insinuou a possibilidade de o Brasil participar de uma eventual intervenção militar no país vizinho, o que gerou surpresa e desconforto na cúpula das Forças Armadas.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano.

No pregão desta quinta-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 1,34%, aos 96.729 pontos. O dólar encerrou com valorização de 0,90%, cotado a R$ 3,80.