No momento que os investidores buscam opções para incrementar os ganhos em 2019, visto que os juros devem permanecer baixos por mais tempo e dadas as possibilidades de lucros com ações no novo ano, vamos explorar outras formas de investir no mercado acionário.

O BOVA11 é uma delas. Uma carteira diversificada, fácil para investir e com baixo custo.

O BOVA11 é um ETF negociado na B3

ETF é o acrônimo para Exchange Traded Funds. Traduzindo, são fundos negociados em bolsa.

Em geral, os ETFs acompanham a variação de determinados índices ou carteiras teóricas. Cada ETF possui seu código próprio para negociação, assim como as ações compradas e vendidas nas bolsas.

Carteira diversificada

A carteira do BOVA11 é um espelho da carteira teórica do Ibovespa, ou seja, possui as mesmas ações, nas mesmas proporções do índice. Investindo no BOVA11 adquire-se uma cesta com as ações mais negociadas na bolsa, uma vez que a metodologia aplicada para formação da carteira do Ibovespa tem como base o índice de negociabilidade das empresas.

O Ibovespa é o principal índice de ações do mercado brasileiro. Entre as mais de 60 ações do Ibovespa, as de maior participação são: Petrobras, Itaú, Vale, Bradesco, Ambev, Banco do Brasil e a própria B3.

Acesso descomplicado

Com a colocação de apenas uma ordem de compra, o investidor detém a participação indireta em todas as empresas do índice com um valor acessível. Por exemplo, uma cota do BOVA11 está em torno de R$ 80. Para adquirir apenas as cinco principais ações do índice seria preciso um valor superior a este.

O lote padrão de negociação do BOVA11 é de dez cotas. É possível adquirir menos de dez cotas, ou seja, um lote fracionário, mas poderá custar alguns reais a mais.

Baixo custo

Os ETFs são globalmente conhecidos por serem investimentos de baixo custo. A taxa de administração do BOVA11 é de apenas 0,54% ao ano.

Vantagens

Além da diversificação, facilidade para investir e baixo custo, o BOVA11 pode alugar as ações da carteira e gerar retornos adicionais ao fundo. Estratégia que não conseguiria ser replicada pelo investidor individual em função do volume negociado.

Outra vantagem a ser destacada é a alta liquidez. É possível vender o BOVA11 a qualquer momento e ter os recursos disponíveis na conta em três dias após a execução da ordem.

Contras

Antes de escolher um investimento, é importante também conhecer suas desvantagens, já que todas as aplicações financeiras apresentam algumas. A questão sempre é balancear as vantagens e desvantagens de modo que o saldo seja positivo para o investimento.

No caso do BOVA11, a gestão passiva, ou impossibilidade de selecionar as ações, é o ponto negativo destacado. Essa também é a desvantagem ao comparar com os fundos tradicionais de ações, principalmente durante os anos mais desfavoráveis para o mercado acionário, quando se destacam os fundos que conseguem gerar alfa, ou seja, retorno acima da média do mercado.

O BOVA11 não é o único ETF

O BOVV11 e o XBOV11 são outros ETFs negociados na B3 que também replicam a carteira do Ibovespa. As diferenças entre eles estão na taxa de administração e no percentual de ações alugadas.

Além do mais, há outros ETFs que replicam diversas carteiras teóricas de ações – small caps, empresas do setor financeiro, do setor imobiliário, com governança, etc – e até uma carteira de renda fixa, que foi lançada recentemente.

Os ETFs são muito populares nas economias desenvolvidas, sobretudo nos EUA, onde o mercado negocia trilhões de dólares. O primeiro ETF nos EUA surgiu em 1993 e replicava a carteira do índice S&P500. Atualmente, são negociadas ETFs de ações, de commodities, de renda fixa e de muitas outras classes de ativos.

Por aqui, ainda não são muito conhecidos, embora o primeiro lançamento tenha ocorrido em 2004, com o PIBB11, que replica a carteira do IBrX-50. Depois, em 2008, a BlackRock, maior gestora de ETF do mundo, lançou outros, incluindo o BOVA11.