Os investimentos são divididos em dois grandes grupos: renda fixa e renda variável. Como os fundos de investimento têm características muito diferentes, eles formam um terceiro grupo. Não se encaixam nem em renda fixa e nem em renda variável. Isso acontece porque eles não são um produto e sim um serviço [1].

Muitas pessoas acham que os fundos são um tipo de investimento complexo e que só valem a pena para quem é milionário. Mas não é assim! No post de hoje, o Yubb vai te mostrar o que é um fundo de investimento, como ele funciona e para quem é indicado =) Vamos desmitificar os fundos para você!

O que são?
Os fundos de investimento são entidades de investimento – com CNPJ próprio e tudo. Se você quiser ser super preciso, um fundo é um “condomínio de recursos” (vamos falar mais sobre isso). Para simplificar: você coloca o seu dinheiro em um fundo, mas não é o fundo que vai te trazer o rendimento. Na verdade, o que traz rendimento são os investimentos (chamados de “ativos” ou “produtos”) em que o fundo coloca o seu dinheiro (podendo ser investimentos de renda fixa ou variável).

Sabe quando você abre conta em uma corretora de valores e aplica em diversos tipos de produtos, como CDBs, LCIs etc? Não é isso que acontece nos fundos. Aqui, você transfere a quantia que deseja investir, e é a equipe do fundo (o gestor) que vai alocar seu dinheiro em diferentes produtos.

Existem fundos com investimento mínimo de R$ 100 até R$ 1 milhão, ou seja, para todos os bolsos. Mas vale lembrar que esses investimentos NÃO SÃO garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já que, como dissemos, os fundos são um serviço e não um produto.

Como funcionam?
Os fundos são chamados de “condomínios” de recursos. Eles reúnem o dinheiro de muitos investidores, investem esse dinheiro em diversos produtos, e o objetivo é obter a melhor rentabilidade possível.

Como dissemos, o fundo é uma entidade. Ao investir, você não está realizando uma aplicação, e sim comprando cotas de um fundo – você se torna cotista daquele fundo. A gestão do dinheiro é realizada pelo gestor do fundo (e toda a sua equipe, claro!), e você paga uma taxa de administração para custear o serviço dessas pessoas e de outras que atuam em fundo (administrador, custodiante, entre outros).

É muito comum a analogia com um condomínio de apartamentos, então vamos lá! O condômino (cotista) é dono de um apartamento (cota). Ele paga ao síndico do condomínio (gestor e administrador do fundo) para que ele organize e administre todas as tarefas do local (do fundo). Ao comprar o apartamento (cota), o condômino (cotista) aceitou as regras de funcionamento do condomínio (regulamento do fundo) e precisa pagar uma quantia X todos os meses para manter o prédio bem cuidado (taxa de administração do fundo). E é função do síndico (gestor do fundo) fazer melhorias e cuidar do condomínio (fundo) para valorizar os apartamentos (cotas) de todos os condôminos (cotistas).

Tipos de fundo
Como nós já dissemos, ao colocar o dinheiro em um fundo de investimento, é o gestor do fundo (e a sua equipe) que vai decidir em quais ativos vai alocar o seu dinheiro. Mas é claro que isso não pode ser decidido do nada, né?

Ao entrar em um fundo como cotista, você sabe para quais tipos de investimento está indo o seu dinheiro – isso precisa estar muito bem definido no regulamento do fundo e na política de alocação do fundo, para que você escolha um que se adeque ao seu perfil e a seus objetivos. É aí que entram os tipos de fundo. A categorização depende dos ativos em que aquele fundo investe. Alguns exemplos:

Multimercados: coloca seu dinheiro em diversos ativos;

Renda fixa: coloca seu dinheiro apenas em ativos de renda fixa (CDB, LCI, LCA, LC, Tesouro Direto, entre outros);

Ações: coloca seu dinheiro em ações da bolsa;

Cambial: coloca seu dinheiro em moedas, como dólar e euro;

Imobiliários: coloca seu dinheiro em imóveis.

Em cada fundo, há a diversificação da carteira. Em um fundo de renda fixa, o gestor pode colocar parte do seu dinheiro em uma LCI e parte em um CDB, por exemplo. Basta escolher aquele que mais funciona para a sua vida financeira!

São indicados para quem?
É aí que mora a pegadinha! Investimentos como esse só podem ser indicados para quem é super experiente, certo? Errado! Os fundos são uma ótima opção para quem está começando a investir, não está acostumado a lidar com as “burocracias” dos produtos e quer uma carteira diversificada.

Eles são administrados por pessoas que ficam “24 horas por dia” pensando na rentabilidade dos cotistas e são especialistas na área! Ou seja, se você não possui muita experiência no assunto, é uma ótima ideia colocar uma parte de seu patrimônio em alguns fundos de investimento.

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